Que Som tem Santê?

Como e por que Ouvir o Passado e Presente do Bairro de Santa Tereza (BH/MG)

Auteurs

Mots-clés :

Paisagem Sonora, Memória Urbana, Patrimônio, Identidade Cultural, Santa Tereza/BH

Résumé

O artigo investiga a paisagem sonora do bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, analisando como os sons presentes e passados moldam a identidade e a vivência urbana local. A pesquisa destaca a importância do badalar dos sinos da Igreja de Santa Tereza e Santa Teresinha, que, apesar de atualmente reproduzidos por gravações eletrônicas, continuam a desempenhar um papel central na experiência coletiva do bairro e permitem reflexões sobre o papel da tradição na contemporaneidade. Através de caminhadas sonoras e observações etnográficas, o estudo revela como os sons urbanos – do sino, do trem, das conversas de rua e da música ao vivo – conectam os moradores ao passado e ao presente do território.

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Biographie de l'auteur

João Marcos Veiga, UFMG

é doutor em História Social da Cultura pela Fafich/UFMG (2024), com mestrado defendido no mesmo programa (2015). Jornalista (PUC Minas), com especialização em Produção e Crítica Cultural (IEC-PUC Minas), é autor do livro “De Onde Vem Essa Força (editora Letramento), roteirista, realizador audiovisual e músico. Possui interesse e atuação nas áreas de educação, cultura, música, patrimônio, fotografia e meio ambiente.

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Publiée

2025-11-03

Comment citer

VEIGA, João Marcos. Que Som tem Santê? : Como e por que Ouvir o Passado e Presente do Bairro de Santa Tereza (BH/MG). MusiMid: Revista Brasileira de Estudos em Música e Mídia, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 1–27, 2025. Disponível em: https://revistamusimid.com.br/index.php/MusiMid/article/view/249. Acesso em: 19 mai. 2026.

Numéro

Rubrique

Dossiê “Patrimônio cultural, música e mídias”