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Palabras clave:
MPB; Forró; Anastácia; Memória; Patrimonialização.Resumen
Este artigo analisa a secundarização da cantora e compositora Anastácia, a "rainha do forró". Entendemos a MPB como uma prática discursiva (Foucault, 2008) e suas condições de possibilidade como incidências de uma sociedade patriarcal e hierárquica. Desse modo, a escrita da história da MPB (Certeau, 1982) teria contribuído para uma memória injusta acerca do legado de Anastácia. Pioneira na composição feminina, a artista foi deixada de lado para que seu parceiro, Dominguinhos, pudesse representar o forró. Ao buscar uma identidade nacional, a MPB teve o poder de falar sobre as mulheres, as regiões do país etc. Portanto, este trabalho propõe a entrevista como ferramenta para resgatar memórias e corrigir essas injustiças, permitindo que artistas subalternizados reivindiquem seu lugar na história. Também abordamos desafios contemporâneos, que dificultam a visibilidade de artistas que lutam para ser lembrados no século XXI. Conclui-se que a valorização de narrativas individuais são essenciais para preservar a memória musical e garantir justiça histórica.
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Citas
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