O que nos cabe afinal?

O que esperam os que estão com o pé na profissão.

Autores/as

Palabras clave:

Projetos sócio-musicais, Educação Musical, Música e cidadania, Música independente

Resumen

O presente artigo, em forma de ensaio, nasce de uma discussão iniciada durante 44º. Festival Internacional de Música de Londrina sobre a profissionalização de jovens alunos egressos de projetos sócio-musicais no Brasil. Incertezas, dificuldades financeiras e desconfiança diante da realidade atual do mercado por parte de profissionais estabelecidos contrasta com a confiança e alegria expressas pelos jovens alunos. Baseados em fontes teóricas e em entrevistas semiestruturadas, os autores buscam desenhar o conflito entre o sonho da profissionalização, o mercado, os territórios em disputa na economia da música e os espaços de sombra e luz que caracterizam este período de aguda precarização do trabalho. O serviço prestado pelos projetos sócio-musicais está sendo estendido para além o tempo decorrido da formação técnica: os educadores musicais estão operando como mediadores do incerto processo de profissionalização, garantindo o acompanhamento dos educandos em direção a outra etapa cidadã: a da autonomia e da emancipação.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Luis Felipe Radicetti Pereira, Musimagem Brasil

Organista e compositor. Bacharel em Música (órgão) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestre em Música e Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Membro diretor da Associação Brasileira de Compositores para Audiovisual - Musimagem Brasil. Docente do curso de Licenciatura em Artes Visuais e Licenciatura em Música (EAD) do Centro Universitário Internacional -  Uninter.

Romilda de Souza Lima, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Professora associada na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Sustentável. Doutora em Extensão Rural na área de concentração: Cultura, Processos Sociais e Conhecimento, pela Universidade Federal de Viçosa. 

Citas

Billet, Alexander. 2024. Abalar a Cidade: música e capitalismo, espaço e tempo. São Paulo: Sob Influência edições.

Bourdieu, Pierre. 2007. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp. Porto Alegre: Zouk.

Brasil.1999. Lei no 9.790, de 23 de março de 1999. Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras providências. DOU de 24.3.1999. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9790.htm.

Esteves, Eulícia. 1996. Acordes e acordos: a história do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro 1907-1941. Rio de Janeiro: Multiletra.

Gonçalves, Aline Moreira, Marcos Vieira-Silva e Marília Novais Machado. 2012. “Projeto de vida no discurso de jovens músicos”. Psicologia em Estudo 17,4 (Outubro): 639 a 648. https://www.scielo.br/j/pe/a/NY4GGwBhkXNb68HYYXRPv6p/

Kasmin, Marco Aurélio, Fabrin, Thiago Luiz. 2021. “A “pejotização” da profissão de músico no Brasil a partir da instituição do MEI”. Revista de Economia Regional, Urbana e do Trabalho, v. 10, n. 1, 64–90. https://doi.org/10.21680/2316-5235.2021v10n1ID19915

Kleber, Magali de Oliveira. 2006. “A prática de educação musical em ONGs: dois estudos de caso no contexto urbano brasileira”. PhD thesis, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Legay, Marion. 2004-2005. “Portrait de l’artiste en travailleur. Métamorphoses du capitalisme”. La République des Idées, Seuil, (janeiro): 1-16.

Menger, Pierre-Michel. 2001. “Artists as workers: Theoretical and methodological challenges”. Poetics, no. 28, Elsevier Science B.V., 241-254.

Menger, Pierre-Michel. 2005. O retrato do artista enquanto trabalhador: metamorfoses do capitalismo. Lisboa: Roma Editora.

Pereira, Leandro Ribeiro. 2012. “Os arranjadores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, décadas de 1930 a 1960”. Revista Brasileira de Música 25, no. 1 (Jan./Jun.): 157-184. https://revistas.ufrj.br/index.php/rbm/article/viewFile/29314/16462

Radicetti, Felipe. 2023. Você compositor: contextos determinantes para a criação musical. Rio de Janeiro: Consequência.

Ricardo, Sergio. Sentimento Vagamundo in: Ricardo, Sergio. Canção Calada, Rio de Janeiro: Viés, 2019, 179.

Vaiano, Bruno. 2023. “Há mais música no mundo que gente para ouvir. E isso é um problema”. Superinteressante, novembro 14, 2023. https://super.abril.com.br/cultura/ha-mais-musica-no-mundo-do-que-gente-para-ouvir-e-isso-e-um-problema

Publicado

2026-09-01

Cómo citar

RADICETTI PEREIRA, Luis Felipe; DE SOUZA LIMA, Romilda. O que nos cabe afinal? O que esperam os que estão com o pé na profissão. MusiMid: Revista Brasileira de Estudos em Música e Mídia, [S. l.], v. 7, p. 1–20, 2026. Disponível em: https://revistamusimid.com.br/index.php/MusiMid/article/view/247. Acesso em: 24 sep. 2026.