O que nos cabe afinal?
O que esperam os que estão com o pé na profissão.
Palabras clave:
Projetos sócio-musicais, Educação Musical, Música e cidadania, Música independenteResumen
O presente artigo, em forma de ensaio, nasce de uma discussão iniciada durante 44º. Festival Internacional de Música de Londrina sobre a profissionalização de jovens alunos egressos de projetos sócio-musicais no Brasil. Incertezas, dificuldades financeiras e desconfiança diante da realidade atual do mercado por parte de profissionais estabelecidos contrasta com a confiança e alegria expressas pelos jovens alunos. Baseados em fontes teóricas e em entrevistas semiestruturadas, os autores buscam desenhar o conflito entre o sonho da profissionalização, o mercado, os territórios em disputa na economia da música e os espaços de sombra e luz que caracterizam este período de aguda precarização do trabalho. O serviço prestado pelos projetos sócio-musicais está sendo estendido para além o tempo decorrido da formação técnica: os educadores musicais estão operando como mediadores do incerto processo de profissionalização, garantindo o acompanhamento dos educandos em direção a outra etapa cidadã: a da autonomia e da emancipação.
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